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Recap Semanal

No objetivo de me manter escrevendo e atualizando o blog, tive a ideia de fazer um Recap Semanal, como algumas redes sociais mostram para a gente. Na verdade, pensei em publicar aqui o que eu publicaria ou publico no Instagram. Tudo e teste e tentativa tendo como objetivo, manter a escrita diaria.

A ideia de postar o que eu publicaria no Instagram nao deu muito certo esta semana porque na real, fiz poucos registros, ate mesmo no meu diario.

Desde que tive uma crise que me levou a pedir demissao de um trabalho 7 dias depois de ter sido contratada, meu marido esta com receio de me deixar sozinha e me arrastou com ele para o trabalho. Meu marido faz de tudo! Eu não queria ir, mas e um apoiando o outro, sabe? Alem disso, penso que se ficasse em casa, nao trabalharia na minha dissertacao (nao que ela tenha avancado muito…).

Depois de passar o dia na rua, eu so queria tomar um banho, comer (tenho sentido muita fome, comido demais e engordado na mesma proporcao) e ir para meu quarto deitar e ficar no ar condicionado (o calor emSalvador esta insuportavel. Eu que ja me sinto sem forcas para nada, fico pior no calor). Como eu disse, nem no diario escrevi.

Então segue meu registro da semana.

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O blog já era?

Ultimamente, tenho passado meu tempo no Pinterest e, às vezes, no Substack. Agora há pouco, li uma note (espécie de tweet) em que uma pessoa escreveu que devemos preservar o Substack pois é o único lugar para quem gosta de textos longos. Eu discordo. Pensei em responder, mas achei melhor responder no meu espaço, na minha casa na internet, este blog.

Fonte:Foto de Pixabay no Pexels

Antes das redes sociais, antes do Youtube, havia os blogs e eles ainda existem se você está lendo este texto. Você já deve ter ouvido a expressão “Tumblr”que é o nome de uma plataforma de blog, assim como está, Blogger. Antes a gente dizia: uma foto tumblr que diz respeito a uma estética que era utilizada nesta plataforma. Hoje a gente diz: que algo é instagramável.

(Antes de continuar quero deixar claro que, algumas vezes, alguns temas, algumas histórias irão se repetir nos textos e peço desculpas por isso, mas é assim que a minha mente funciona).

Já tive vários blogs de assuntos diversos (ou nichos). O último antes deste, apesar de levar meu nome, era focado em escrita. Neste blog, falo bastante sobre escrita porque é o que está no meu radar no momento, mas me sinto mais livre para falar sobre o que eu quiser. 

Eu confesso que amo o Instagram, mas encontrar um determinado post, por exemplo, não é fácil. Desde o final de 2025, tenho pensado em concentrar tudo que publico aqui no blog e a partir daqui, replicar em outros espaços.

Não vou mentir para você dizendo que não me importo com seguidores, leitores. Afinal, se escrevo e publico na internet, quero ser encontrada e lida. No blog anterior a este, eu aplicava todas as técnicas de redação para web a fim de atrair possíveis leitores (ou SEO, Search Engine Optimization). Neste blog, decidi não aplicar essas técnicas porque não quero atrair públicos específicos. Quero falar, mostrar, compartilhar o que acho interessante na vida, no meu cotidiano, e essas técnicas acabam engessando a escrita, o texto, algo similar às normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Voltando ao note que acabei de ler no Substack, plataforma para envio de newsletter que funciona também como blog e, recentemente, como rede social com a implantação de recursos de áudio (podcast), vídeo e notes. Sim, lá é um espaço mais voltado para quem gosta de ler, mas sinto que está mudando à medida em que a plataforma vai se tornando mais popular, assim como aconteceu com o Instagram.

O lado positivo do Substack é que a plataforma “divulga” seu texto e você consegue crescer mais rápido do que num blog. No caso do blog, como eu disse, você tem que atrair pessoas interessadas por um determinado assunto, escrever aplicando estratégias de SEO e divulgar os textos nas redes sociais. Ou seja, não se trata de apenas escrever e postar. Caso contrário, seu texto nunca será lido.

Sigo poucos perfis de conteúdo no Instagram e acho um desperdicio que certos conteúdos estejam apenas ali quando poderiam ser encontrados mais facilmente na internet através das buscas no Google, por exemplo. A real é que os criadores de conteúdo e nós, pessoas comuns, usamos o Instagram como um blog, mas não temos as mesmas vantagens que um blog pode ofertar.

No blog, um texto pode ser publicado com 500 palavras, por exemplo, e sendo melhorado ao long do tempo, assim como a quantidade de visualizações do seu conteúdo. Quanto mais o  tempo passa, mais visualizações o conteúdo ganha e mais relevante ele se torna, o que contribui para que ele apareça nos resultados de buscas. E, quanto mais relevante, maiores as chances de que outro blog mencione o seu post, o que tambem contribui para sua autoridade. Mas chega de falar em coisas técnicas.

Tenho pensado muito sobre como usar o blog + Substack. Cheguei a pensar em replicar todo o conteúdo deste blog por lá, mas aí perde a essência da newsletter. O que comecei a fazer é replicar alguns textos do blog no Substack informando, é claro, que o texto foi publicado primeiro no blog. Tenho pensado também em usar o blog como diário no sentido de postar uma ou mais fotos, como faria no Instagram, no final do dia. Ou seja, realmente preencher a casa com diferentes formatos.

Seguirei usando o Substack como newsletter, mas sabendo que o foco do meu conteúdo está aqui.

Para fechar este texto (e não para encerrar), repito: o Substack não é o único espaço na internet para quem gosta de escrever e de ler textos longos. Existem outras plataformas. Tudo depende do que você quer publicar, como e onde.

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Leva-se uma vida inteira para aprender a andar pela cidade

Anotei esta frase no Google Keep porque estava no carro e seria impossível escrever e eu não queria perder essa frase. Eu estava na região do centro histórico de Salvador com meu marido. Deixamos o carro em um determinado ponto e fomos a pé ao nosso destino: uma loja de componentes eletrônicos. Na volta, contei a ele do dia em que sozinha, fui a até a Barroquinha procurando por alguns materiais para fazer cadernos. Fui até uma loja que eu já havia ido com ele e voltei. Resolvi subir pelas ruas e entrar nas lojas em busca do que precisava. Andei bastante.

Lembrei de algumas ruas que eu andava com meu pai quando ele era vivo e eu uma adolescente que saia e braço dado com ele, ja idoso. Eu adorava. Quem me conhece sabe que tenho medo de andar pelo centro. Primeiro, acho que por ser mulher. A cidade não foi feita para nós. Segundo porque eu tenho medo de entrar em lugares que não deveria entrar. Por outro lado, adoro andar pela cidade e olhar a arquitetura dos imóveis. Geralmente, faço isso com meu irmão que cursou alguns semestres de arquitetura, mas voltou para a sua formação inicial: físico. Assim como eu, ele é uma pessoa curiosa, autodidata. Ele mais do que eu.

Voltando ao dia em que andei pelo centro sozinha. Hoje, consigo me situar pelas ruas, becos e vielas mesmo sem lembrar o nome desses espaços. Nesse dia, pensei: meu pai deve estar orgulhoso de mim. Entre aqui, sai ali sem perguntar e sem Google Maps. Mas não me atrevi a fotografar porque estava sozinha.

Mercado Modelo

Cidade da música

prédio da primeira faculdade de medicina do Brasil

No meu Pinterest, você pode ver algumas das minhas fotos da cidade no meu Enfim. Comecei a escrever esse texto sem pretensão e por isso ele não tem fechamento. Ele é mais uma divagação e, por isso, vou compartilhá-lo também na newsletter.


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Sentimento de pertencimento: qual é a sua tribo?

Pensando sobre algo para escrever, lembrei do encontro de journaling que estou propondo para quem e de Salvador, e me ocorreu falar sobre pertencimento, sobre fazer parte de um grupo, uma tribo.

Na escola, todos queremos e/ou fazemos parte de uma tribo. Sempre fui melancolica, estava sempre com Walkman, depois com disc man. Influenciei amigas a gostarem de Bon Jovi, mas eu era a mais louca de todas. A epoca do ensino medio foi a epoca do Charlie Brown Jr, mas ai eu e que fui influenciada. Depois que a banda virou “global” (por causa da musica que foi abertura de Malhação), me afastei.

No final da adolescencia e inicio da fase adulta, entrei na tribo do forró. Dançava forró todo fim de semana. Não perdia um show de Calcinha Preta e da Colher de Pau (banda local). Mas, o rock continuava em paralelo. Bon Jovi, sempre, além de U2, Guns'n Roses, Red Hot Chili Pepers, etc. Também comecei a gostar de reggae: Bob Marley, Edson Gomes, Diamba (estes dois mais conhecidos localmente). Para todos os outros estilos havia uma tribo, menos para o rock.


Bella Swan reading book

Já na vida adulta, fazendo faculdade, me reaproximei do hábito de ler. Aí foi que não encontrei uma tribo mesmo. Para todo mundo que eu conhecia, ler era apenas para fazer uma prova. E para ler, eu tentava sempre me afastar. Era (e ainda é) uma forma de me isolar (só entendi isso recentemente) e estar em um grupo.

Em 2015, quando criei minha conta no Instagram que enconttrei o meu grupo, a minha bolha, a dos leitores. Aos poucos, fui retomando sonhos antigos, como escrever, estudar por prazer, ler, mas sempre de forma solitária. Minhas amigas não curtem as mesmas coisas que eu.

Foi no Instagram, também, que conheci o conceito de clube do livro (o mais próximo disso que eu cheguei foi um grupo de pesquisa na faculdade). E, mais recentemente, clube e/ou grupo de journaling que nada mais é do que a reuniao de pessoas que gostam de escrever, colar coisas em cadernos (agendas, planners, diários, entre outros). Não sei de algo assim aqui em Salvador. Então, pensei em propor isso nas redes sociais. A ideia surgiu em 2025, mas não consegui levar adiante por conta de outras demandas. Agora, temos um pequeno grupo no telegram e um encontro agendado para o último sábado de março num café meuito lindo aqui de Salvador. Aliás, outro projeto que tenho (neste caso é pessoal, mas se alguém quiser me acompanhar é só mandar mensagem) é conhecer cafés em Salvador.

Tudo isso foi apenas cpara contar que se você é de Salvador, ama papelaria, prinicpalmente, cadernos, vamos nos reunir para nos conhecermos pessoalmente, escrever, fazer colagens, trocar experiências e beber um bom café. Deixo aqui o convite para entrar no nosso grupinho no Telegram. Tenho a pretensão, também, de fazer encontros online para que pessoas que não encontram um grupo na sua cidade, possam se reunir, ainda que virtualmente. Você topa?

Desabafo: pedi demissão

 Desisti.

Se você já acompanha o blog, deve ter lido em posts anteriores que após mais de 10 anos voltei ao mercado de trabalho. Tomei a decisão sozinha ao receber a informação de que a empresa estava recrutando. Foi tudo muito rápido. Meu marido tem trabalhando muito, demais, na verdade, e eu me sinto um peso para ele (não apenas para ele). Passei por uma semana de treinamento e a semana passada já foi mão na massa. Optei por não estabelecer vínculos, então me mantinha afastada das pessoas falando apenas quando era questionada por alguém.

Durante a semana passada, a vontade de desistir era grande. Eu me via surtando no meio de todo mundo, mas, internamente, repetia para mim mesma que se outras pessoas conseguem, eu também consigo. Dizia a mim mesma para pebsar no quanto é bom ter meu próprio dinheiro, as coisas que eu poderia fazer, resolver a minha vida.

Durante o trabalho, eu até conseguia não ouvir essas vozes. Tenho duas vozes em conflito o tempo todo. Na verdade, não são apenas duas. Uma me diz para me acolher, que estou doente e me tratando. Outra me acusa de ser procrastinadora, preguiçosa. Outra me diz para sumir, desaparecer. E tem aquela que julga que tudo não passa de uma representação, que nada é real.

Na quinta, quando estava no ônibus, senti uma mudança em mim. Vontade de chorar, de sumir. Minha chefe notou. Perguntou se eu estava bem e respondi que mais ou menos. Meu marido também perguntou o que eu tinha e respondi que não era nada. Mas quando ele saiu do carro para comprar pão, chorei. Apesar disso, consegui me controlar. No sábado, acordei e estava sozinha em casa. Durante o café da manhã, comecei a chorar e não consegui parar. Mandei mensagem para meu marido. Ele largou o trabalho e veio me ver. Me amparou. Por fim, pedi demissão.

Queria muito conseguir continuar, ser uma pessoa “normal", uma pessoa adulta que trabalha, cuida da casa, do marido, dos filhos, que faz mestrado e que tenta escrever. Mas não consigo.

Pensei bastante se deveria ou não publicar este texto tão íntimo. Pensei em apagá-lo algumas vezes, mas falar (escrever, no meu caso) me faz bem. E sei que há outras pessoas tentando "ser normal", assim como eu. Pessoas que tem depressão, ansiedade e outros transtornos. A sensação de incapacidade é muito ruim. No fim, o que nos resta é tentar não sucumbir. Só há sentimentos e pensamentos negativos. Mas, por mais que a gente não acredite, não estamos sozinhos.